O gadolínio, cujo símbolo químico é Gd, é um elemento químico sólido, metálico, maleável pertencente ao grupo dos metais das terras raras, de cor branca-prateada.
O gadolínio foi descoberto em 1880 em Genéve, Suíça, pelo cientista suíço Jean Charles Galissard de Marignac em amostras de didímio e gadolinite. A designação de gadolínio provém do mineral gadolinite do qual foi originalmente obtido.
É um metal existente comercialmente e, portanto, não é comum produzi-lo em laboratório, isto também porque há grande dificuldade em separá-lo do metal puro.
Os lantanóides são encontrados na Natureza em alguns minerais e em resíduos de urânio. Os principais minérios do gadolínio são a gadolinite, o xenotímio e a monazite.
Todos estes compostos são altamente tóxicos, embora demonstrações iniciais possam sugerir que o risco é limitado. Estes compostos podem queimar a pele, irritar os olhos e são cancerígenos. O pó de metal pode provocar risco de fogo e explosão.
O metal de gadolínio aplica-se, de uma forma limitada, em tecnologia nuclear e em ligas ferromagnéticas (com cobalto, cobre, ferro e cério).
Aplicações
Aviso aos radiologistas: Doença provavelmente provocada por Gadolínio
De 8 anos para cá tem ocorrido algo inusitado em referência ao gadolínio. Esta substância é usada para contraste de exames de Ressonância Magnética, entretanto pacientes com insuficiência renal estão propensos à ocorrência de fibrose nefrogênica sistêmica (FNS).
Doença esta que só afetava a pele ( o endurecimento da pele das extremidades e contraturas das articulações levaria á imobilidade) de pacientes com insuficiência renal, mas depois foi apresentados casos com envolvimento sistêmico. Foi identificada pelo Dr. Shawn Cowper, em 1997, na Califórnia. A doença é progressiva e pode ser fatal. Até hoje, mais de 215 casos foram relatados na Europa, Ásia e Estados Unidos
Até hoje, todos os relatos de FSN foram a pacientes com doença renal. A grande maioria apresenta insuficiência renal crônica e é dependente de diálise. Não existe predileção por sexo ou raça. Muitos pacientes também apresentam hepatite B e C. Entretanto, ainda não foi identificado o porquê da doença.
Quelatos de Gadolínio
O primeiro contraste paramagnético foi aprovado para uso clínico em 1988. Os meios de contraste paramagnéticos são largamente utilizados e eram considerados seguros, mesmo em pacientes com função renal comprometida. Estes contrastes são rapidamente eliminados em pacientes com função renal normal. Possíveis efeitos colaterais podem ocorrer devido à liberação de gadolínio livre (forma iônica Gd+3).
Anos antes muitos pacientes haviam sido expostos ao mesmo contraste e não apresentaram sinais da doença. Esta observação sugere que o gadodiamide pode ser necessário ("gatilho"), mas não o suficiente para causar a doença
Apresentação Clínica
Os pacientes desenvolvem fibrose da pele e dos tecidos conjuntivos em todo corpo. As lesões cutâneas são usualmente simétricas, distribuídas especialmente nos membros e tronco.Aproximadamente 90% dos pacientes que desenvolvem a doença fazem diálise. A doença pode evoluir para órgãos com o pulmão, fígado, músculos e coração.
Diagnóstico
Não existe um único teste capaz de diagnosticar a doença. O padrão-ouro para o diagnóstico da FSN é a análise histopatológica através da biópsia da pele acometida.
Tratamento
Ainda não existe tratamento para a doença. Fisioterapia pode ser recomendada para os pacientes com contraturas. Alguns casos têm mostrado melhora após transplante renal. A melhora da função renal parece diminuir a progressão da doença ou mesmo promover melhora gradual.
Prognóstico
A história natural da doença é ainda pouco conhecida. Alguns pacientes apresentam melhora gradual da mobilidade e leve amolecimento da pele com o tempo. Muitos pacientes com FSN acabam morrendo de complicações decorrentes da doença renal ou transplante.
Conclusão
Ainda é incerto se o gadolínio causa a FSN. Exposição ao gadolínio não foi documentada em todos os casos de FSN.
[ Texto baseado em referências do Dr. Sandro Fenelon - Médico Radiologista ]
Imagens de pessoas que sofrem com a fibrose nefrogênica sistêmica
Bibliografias